Pesquisar este blog

terça-feira, 11 de março de 2014

O que é o amor? O que define tantas sensações, amor ou paixão? Vanúbia Alves não se considera escritora, mas não precisa ser uma se tratando de amor, não é mesmo? E não há melhor maneira de expressar o amor a não ser pela poesia. Boa leitura!

Você chegou de repente


Fala-se muito no amor. E o que seria o amor?
Não tem hora, nem lugar não tem sexo não tem nexo, é uma sensação que nos nutre cada dia. Ah o amor, chega sem pedir licença, invade, descontrola, se perdi, se renova se aloja.

Persegue-nos, nos ignora, nos namora.

O que define tantas sensações e emoções, amor ou paixão? Viva intensamente siga em frente porque vale a pena sonhar, e sonhar é ter você em meus sonhos.
Sua presença me completa, me acalenta. Estou à beira da margem do infinito onde você é meu rio que corre como águas tranquilas.

Teu jeito desconfiado, descontrolado, seu doce olhar que me embriaga seu sorriso encantador. O amor me pegou e quem sabe um dia, um minuto, um segundo sabe lá coisas que só o tempo dirá mais estou com pressentimento que a forma do amor e te amar.

Vanúbia Alves, natural de Mantena, Minas Gerais, Formada em Engenharia de Petróleo e Gás pela Faculdade Unes, Cachoeiro de Itapemirim.



segunda-feira, 10 de março de 2014

Em comemoração ao Dia da Poesia, o blog publicará durante essa semana poesias/poemas que marcaram a vida de amigos seja de outros autores ou de sua própria autoria. E para iniciarmos, Kelyne Lee nos presenteia com a sensibilidade de Adélia Prado.

Ensinamento


Minha mãe achava estudo a Coisa mais fina do mundo. 
Não é. 
A coisa mais fina do mundo é o sentimento. 
Aquele dia de noite, o pai fazendo serão, ela falou comigo: 
"Coitado, até essa hora no serviço pesado". Arrumou pão e café, deixou tacho no fogo com água quente.  
Não me falou em amor. 
Essa palavra de luxo.

Adélia Luzia Prado Freitas é uma escritora brasileira. Seus textos retratam o cotidiano com perplexidade e encanto, norteados pela fé cristã e permeados pelo aspecto lúdico, uma das características de seu estilo único.


domingo, 9 de março de 2014

Partilhar-se

Eu, você, a cama e um guarda-roupa. Nós a sós, fazendo amor, os móveis e as paredes testemunhando a nossa alegria do orgasmo e do carinho que se consuma depois de longas conversas, mensagens e brigas.

Meu corpo totalmente despido por você. Eu ainda com medo dispo o seu corpo e a deixo completamente nua, só para mim e eu só para você. Nossos corpos se encontram num ritual de partilha.

A sua boca compartilha com a minha verdadeira excitação pela vida. A sua língua batiza todas as partes do meu corpo. É uma verdadeira divindade. Sou toda lambida e chupada por seus lábios. As mordidas fixaram, sou toda sua.

Entro em contato com o céu quando você “chega lá”. Ainda tímida, mas ousada, acaricio-a dos pés aos cabelos, desejando saborear cada parte do seu corpo. Saboreio.

 - O que é isso?


Eu, ainda em transe, me entrego a cada instante, a cada segundo, a cada lambida. Você comungou-me. Você me levou ao orgasmo do corpo e da alma.

por Sarah Camilo


sábado, 8 de março de 2014

Mulher da Vida

Simone
Mulher é muito mais que ter um sexo
É mais que ser do homem
complemento
É mais que ser o avesso e o diverso
Mulher é muito mais que sofrimento
Mulher é muito mais que companhia
É mais que ser sujeito ou objeto
É mais que ser amor e alegria
Estrela Montenegro do universo
Mulher é muito mais que mãe e filha
É mais do que eu penso do infinito
É mais que ser amante ou rainha
Mulher é muito mais dO que o bonito
Mulher é a vida
A vida é mulher
Toda mulher é mulher da vida

MULHER É DE AÇO E DE FLOR, MULHER TAMBÉM É POESIA

Quão grande és tu mulher, que de ti nasci
Quão és forte e sensível
Quão choras por dores amargas

Quão grande és tu mulher, que contigo aprendo
Quão és cheia de facetas
Quão és simples

Quão grande és tu mulher, que se faz pequena
Quão és de aço e aguenta as tempestades
Quão és de flores, que floresce nossa vida

Quão grande és tu mulher, és palavra viva
És tu mulher, a poesia viva da vida!

Por Sarah Camilo


sexta-feira, 7 de março de 2014

Socorro!

Medo e terror. Nojo. Pavor. A caminho da faculdade, sentada no ônibus desconfortavelmente, observei do lado esquerdo, marcas de sangue, logo pensei que fosse de algum cachorro ou outro animal que poderia ter sido atropelado. Depois, um pouco a frente, havia uma estranha movimentação de Urubus. Todos eles se deliciavam com a carniça exposta no chão. Não consegui nem ao menos identificar que bicho era a vítima.

Por um instante me lembrei de Oswald de Andrade e do manifesto antropófago no Brasil. Sei que parece estranho, mas é Antropofagia. Não era carne humana, mas era Antropofagia. Diante do panorama político atual no Brasil, não há como negar e deixar de lado a poesia de Andrade, uma vez que o manifesto antropófago faz referência ao povo sendo devorado pela elite, seja na politica ou classe social.

Ver aquele pobre animal destruído, me deixou angustiada. Muitas vezes usamos a expressão “esse bando de urubus em cima de mim”, agora entendo perfeitamente o por quê. O político, em épocas de eleições, fica igualzinho a um urubu nos pobres eleitores que se satisfazem por qualquer saco de cimento, algumas centenas de lajotas, ou por 70,00 mensais, para alguns o valor é até mais. Pobres podres que se deixam devorar pela prepotência e ambição de poder do Poder.

Por que contratar 300 mil policiais cubanos sendo que no Brasil existe milhares de policiais precisando, justamente, de melhores condições de trabalho, viaturas, armas, munições e, sobretudo, proteção e aumento salarial? Mais médicos e mais precariedade na saúde. Segurança nós não temos. E a Educação? Só falta contratar professores japoneses! Enquanto isso, o salário de um educador brasileiro é vergonhoso.

O povo manifesta, o Governo devora!

O povo grita, o Governo se cala!

O povo reivindica saúde, educação e segurança, afinal são os três pilares que sustentam o discurso de qualquer político.


O Governo diz: “Meus amigos”, “minhas amigas” o Brasil vai bem, muito obrigado!

por Sarah Camilo

VONTADE?

Quando uma palavra soa estranha pra você, cuidado. Pois ela pode estar se sentindo sufocada e com vontade de sair pela boca para voar.

Vontade. Essa palavra nunca me pareceu tão esquisita como hoje. Nunca. Nunca mesmo. A pronúncia “Von” parece que há algo de errado com a palavra, no que diz respeito à escrita. Vontade. Tenho vontade de que? Não sei. Uma diabólica sensação de angústia me tomou de súbito quando escrevi a palavra VONTADE.

Por mais simples que parece, por mais doce que possa parecer, por menor que seja a palavra, ela pode destruir e confundir tudo o que você aprendeu até agora. A dúvida patética de que se é “von” ou “van” TADE. A palavra bate no conhecimento como uma marreta bate no alicerce de uma construção, e que em apenas uma batida toda estrutura estremece, e não demora muito tempo para que a construção caia por terra.

É no desmoronamento de algo, da vida, da construção não de uma obra, mas de um texto, é que a palavra nos dá a graça de RECOMEÇAR. A palavra destrói e ela mesma, a própria nos leva a começar tudo de novo com VONTADE. Cuidado com a palavra nunca é demais. Nunca. Assim como nós, a palavra é um organismo VIVO, ela também pode matar, mas também vivifica.

Ah, vontade de escrever mais. Vontade de amar sem querer nada em troca. Vontade de ter alguém pra abraçar. Vontade de ser feliz. Vontade de sorrir e de chorar. Vontade de ser “mundamente” louca. Vontade de ser diferente. Vontade de ser simples. Vontade de me encontrar e ser encontrada. Vontade de apenas ser. Vontade de gozar loucamente e depois rir, rir muito. Vontade de beber com os amigos. Vontade.

De tanto repetir “VONTADE”, estou apaixonada pela vontade que invade a minha alma. Não ainda de quê, mas sinto. Ainda há palavras que estão com vontade de serem tecidas. Teça-as. Mas tem que ser com vontade.

por Sarah Camilo